tu não sabe quanto me machuca esse teu ciúme desenfreado.
tu não sabe que na minha cabeça eu quebro os vidros e
espelhos da casa, eu desmancho os guarda-roupas com um machado.
tu não sabe que meu peito se revolta em fúria com a
injustiça do teu amor.
e meu corpo tem que existir como nada se passasse.
mesmos olhos inchados e marejados de sempre.
chorando a noite e se escondendo de dia, como bicho de toca.
justo eu, que tantas vezes me cri nascida para voar acima de
todos.
fingir que não me sinto assim.
que sou algo que não sou.
é claro que posso fazê-lo.
esse é mais um dia normal.
Sem comentários:
Enviar um comentário